
Dentro dela existe
um oculto minador
onde se formam átomos
que se agrupam em douradas nuvens
tangidas pelo vento leve
de um um sopro divino, modelador.
Em instantes nasce uma bailarina do céu
que dança, na tranparência do espírito
dança.
Tão leve e solta
a se despreender.
Cria asas e voa.
Voa, voa...
Pousa alí e acolá
percorrendo eternidades.
Por vezes detém-se no ar
em abstrato pouso
e deixa-se levar
onde o pensar não sente
mas o coração domina.
Suavemente gaivota
se derrama enorme
nas mãos estendidas
por sobre a vida.
Zilma Damasceno
imagem:helderfilipe.blogs.sapo.pt